A amiga - (Suspira) huum! Que coisa interessante! Imagino o que se passa na tua cabeça. Sou capaz de adivinhar os teus pensamentos, olhando essas coisas!
O encantado – É mesmo? E como pode ter certeza disso?
A amiga - Intuição feminina, majestoso.
Uau-mari anda pelo quarto. Desaparece e ressurgi na porta atrás da casa, deixando a vista suas generosas curvas através do tecido transparente. Pega algumas coisas para lavar, e fica por ali cantando e se movimentando a luz do luar, expondo a beleza escultural sedutora do seu corpo.
A amiga – (sorrindo) Puxa! Esse espelho é muito interessante.
O encantado - Você ainda não viu nada.
A amiga - (Virando se para o encantado e sorrindo) Acho que estou entendendo o que a princesa quis dizer, quando disse que vocês não são invulnerável aos encantos feminos fora do período sagrado.
O encantado – Não se precipite!
A amiga – Não estou me precipitando. Por um acaso, tu és capaz de negar que não te sentiu atraído por ela nesse instante?
O encantado – Atraído como?
A amiga - Vocês não resistem ver uma mulher assim! E vestida nesses trajes, duvido se não passou por tua cabeça ter essas maravilhosas curvas em teus braços! Ter tuas mãos afagando de leve as suas torneadas e carnudas coxas, os seus belos seios, os relevos recheado dos seus quadris.
O encantado - Estais fantasiando! Minha querida, encantada.
A amiga - Não mude de assunto. Vais negar isso? Se negas, não és tão másculo como imagino!
O encantado - Como posso negar a atração que exerce a beleza, Uau-lú!? Nem os deuses do Olímpo fariam tal coisa. Não existe nada nesse mundo a qual eu possa compara a beleza sedutora de vossa belíssima princesa. (Sorrindo. Olhando para Uau-lú) A não ser a você.
A amiga – Estais me cortejando! Veja lá o que estais fazendo!
O encantado – Não é nada demais Uau-lú. Tu és o luar da noite mais bela que já vi. E ver a princesa vestida assim, não quer dizer que tenho necessariamente que deseja-la. Mas não posso negar que é atraente, eu a admiro, assim como admiro as flores que desabrocham bocejando o frescor de seus hálitos nas margens do rio; fluindo apaziguadora como as energias aromáticas da tua presença.
A amiga – Entendi! Agora sou eu o alvo dos teus cortejos!
O encantado – É muito mais do que isso!
A amiga - (Tom irônico. Sorrindo) É mesmo!? Estou curiosa para saber!
O encantado - São lindas tuas faces entre os fios de teus cabelos. És uma dádiva divina em meu caminho. Te senti assim pertinho de mim, é como um óleo de refinadas fragrâncias despejando no meu ser; uma poção mágica me elevando ao um paraíso de sonhos; uma sinfonia de anjos bailando nos meus encantos, princesa Uau-lú.
A amiga – Hum!! Quanta inspiração! Mas não me venha com essas bajulações graciosas, tu sabe que eu não sou princesa!
O encantado - És muito mais que isso. És a mais doce entre todas as nativas que conheço!
A amiga - (sorrindo) O que me faz merecedora de tamanhos elogios, majestoso?
O encantado - Não sei se você sabe. Mas eu coleciono flores e também sou um bom colhedor de frutas. E tu és a fruta mais apetitosa convidativa que já vi. E como todo bom colhedor de frutas, eu sei que existe o momento certo para fazer a colheita.(Aproximando o seu rosto ao dela) É prazeroso espera que a fruta chegue ao explendor de sua doçura, para colhe-la e depois saboreá-la vagarosamente, apreciando cada pedacinho de seus gumos adocicando os lábios nas suas suculentas formas.
A amiga – (Afastando-se) Continuas usando teus maravilhosos artifícios para fugir do que quero saber. Agora estais me assediando com tuas comparações poéticas.
O encantado – (Aproximando-se dela)És uma macieira entre as árvores, Uau-lú. Não há como negar isso. Desejo apaixonadamente a tua sombra; os frutos dos teus beijo para adocicando minha alma; quero te sentir desfalecendo em meus braços, como o sol ao entardecer chamando as estrelas para ninar nossos sonhos.
A amiga – (Desviando o olhar dele. Virando-se na direção da princesa) Olhe pra a princesa!
O encantado - (falando ao seu ouvido) Por que tenho que olhar para ela?
A amiga - Estais me deixando encabulada com teus cortejos.
O encantado - Por que não olhas pra mim! E usa essa tua intuição feminina para vê o que quero de te!
A amiga - Olhe para princesa, que vais tirar essas bobagens da cabeça.
O encantado - Olha pra mim!
A amiga - (Afastando) Eu sei porque está evitando olhar para a princesa.
O encantado -(sorrindo) É Por que eu quero que saibas quem sou eu, Uau-lú!
A amiga - Não! É Por que não queres dá o braço a torcer,majestoso! Pois com certeza se olhar para a princesa, vai desejar o calor do seu corpo...(olhando para ele e Imitando a sua postura poética) assim como a terra deseja sol ao amanhecer;(voltando a sua posição normal) desejar os beijos de sua boca...(imitando a postura ) como a flor deseja o orvalho da manhã pra saciar a sua sede..
O encantado - (Aproximando o rosto ao dela) Sim! E quem sabe deslizar no suor do seu corpo com o vigor e a virilidade dos meus músculos, sentindo o sabor dos seus lábios saboreando minha língua.
A amiga – (Afastando-se) Sim!!! És capaz de negar isso?
O encantado - Estais envolvida demais com tudo isso, Uau-lú! Dá pra sentir o pulsar do teu corpo. Estais vibrando como uma melodia divina. Não acredito que o tempo te fez esquecer tanta coisa bonita.
A amiga - Do que estais falando?
O encantado - Não nota nada de familiar em mim?
A amiga - Eu acho que te conheço de algum lugar. E pra ser sincera, eu não sei por que estou aqui e nem por que entrei nessa aventura com a princesa.
O encantado – Quem sabe foi a esperança de rever alguém que a muito tempo você não vê !
A amiga - O amor é assim! Faz a gente fazer coisas que não imaginamos que fosse capaz de fazer.
O encantado - Eu sei. Mas tudo ao seu tempo. Agora vamos ver como se comporta a princesa. Mas lembre-se! Existem coisas a serem ditas entre nos.
Flashes de luzes. A princesa reaparece, pega a toalha brilhante e fala:
A princesa – Olhaste para está peça e ficastes um pouco encabulado. Posso saber porque?
A Amiga - Com quem ela está falando?
O encantado - Acho que agora vamos ter umas coisas excitantes por aqui.
A amiga – (Olhando para a princesa e logo em seguida para o encantado)Ela está falando contigo. Eu não estou me sentindo a vontade com essa situação. Você não é de pedra! Eu vou sair daqui, acho que vai sobrar pra mim!
O encantado – Calma Uau-lú! Não se preocupe comigo. Mas é bom se preocupa com você. A princesa está só sonhando.
A amiga - Não tente disfarçar! Seja lá o que for, eu tenho certeza que ela está falando você.
O encantado - Pode ser! Essa toalha tem algo que me atrai. Mas foi ela quem a escolheu.
A amiga – (sorrindo) Eu posso imaginar por que. Toalha, beira de rio, banho!
O encantado – É... Deve ter alguma coisa especial.
A amiga - Não tenho duvidas. As nativas conhecem tua fama, Majestoso!
O encantado - (Sorrindo) Nem tudo o que se ouve falar espelha a verdade, Uau-lú.
A superfície do grande espelho volta ser preenchido pelas imagens da princesa. Ela olha fixamente para a toalha brilhante(Escurece).
"É noite estrelada, a lua brilha. Uma luz de lamparina surge iluminando a janela aberta do quarto da princesa. Agora dá pra ver ela levantando da cama, vestido apenas uma sensualíssima calcinha, deixando a vista seus belos seios. Ela vai até um canto do quarto, pega a toalha, enrola ao seu corpo e sai para tomar banho, depois do banho, enxuga-se, e enrola novamente a toalha ao corpo. Introduzindo as mãos por baixo da toalha, retira a calcinha. Abaixa-se para junta alguma coisa, e demora um pouco nesta posição. Levanta-se e entra novamente em casa, vai até o quarto, pára diante da janela, retira a toalha e joga num canto, e permanece de pé por alguns instantes enfrente a janela, deixando todo o seu corpo salpicado de escamas liquidas, exposto a luminosidade do quarto. Veste um vestido leve e deitar-se novamente.(Escurece a cena)
A amiga – Nossa!
O encantado – Ainda tem mais!
A amiga - Como você sabe?
O encantado - (sorrindo)Intuição masculina!
(luz) Agora é dia. Uau-mari surgi na varanda enrolada na mesma toalha, pega a vassoura e começa a varrer. Movimenta a perna direita para frente, deixando entreaberta uma fresta na toalha, por onde é possível ver um pouco acima de suas coxas provocantes.
(Black-out. Som pássaros cantando)
(Luz)Uau-lú sai do banheiro atrás da casa. Pára um pouco. Olha para o alto de forma sorrateira. Abre um pouco a toalha para se defender de uma acidental ferroada de algum bichinho em suas coxas, expondo novamente o veludo macio de suas formas femininas. Vai até a porta atrás de sua casa e coloca a parte superior do corpo dentro de casa, com a intenção de fazer alguma coisa, que não dá ver exatamente o que é. Movimenta a perna direita para se apoiar. Abrindo novamente uma fresta na toalha, e fica assim por um bom tempo, expondo as belezas intimas. E sorrindo vira-se na direção onde está o jovem líder e pergunta:
A princesa – E então, o que senti ao apreciar detalhes tão íntimos de meu corpo?
A amiga – É uma boa pergunta! O que você responde?
O encantado – Tudo muito interessantes! Mas previsíveis.
A amiga – (sorrindo) Interessantes!? Previsíveis!? Você tá brincando!?
O encantado - Uau-lú, Normalmente é isso o que acontece quando vocês se deparam com alguém as espreitando de forma curiosa.
A amiga – (sorrindo) Espera um pouco ai! Não vá fugir da conversa. Eu quero saber o que você sentiu ao ver a princesa desta maneira!
O encantado - O que posso dizer, é que momentos assim costumam levar os envolvidos a um estado de excitação quase incontrolável. Muitas vezes os fazendo agir compulsivamente; a vencerem certos medos, chegando ao ponto de apelar para todos tipos de gestos provocantes propositais, tomando o devido cuidado para que esses gestos pareçam pequenos descuidos, que não foram feitos intencionalmente.
A amiga – Não pode esconder a verdade. Vocês são curiosos de nascença! E ficam babando quando se deparam com uma cena assim. Eu imagino como está você agora.
O encantado – Faz parte do nosso universo e principalmente do universo feminino. Comportamentos como esse da vossa princesa. Podem até parecerem estranhos, despudorado. Mas não existe nem um desvio de conduta nesses impulsos, nada que esteja fora dos padrões normais de comportamento de uma fêmea. São partes dos deliciosos jogos de sedução de nossas espécies.
A amiga - Estais querendo esconder o sol com a peneira!
O encantado - Não! Diga-me! Quem nunca passou por uma dessas aventuras telepáticas? Por uma dessas relações extra-sensorias acidentais? Quem nunca sentiu os prazeres que esses momentos são capazes de produzir? Porque acha que nascem as crianças?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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