sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS

INICIO
(O músico contador de histórias está sentado num trapicho na beira de rio ouvindo o som das águas, pega o violão e começa a cantar)
Música - Uma noite / saía de canoa pelo rio
Do norte soprava um vento frio
E no silêncio de um remanso a gente ouviu
Um choro triste
Com um quê de solidão
De partiu meu coração
Por que choram as águas?
Por que choram as águas?
Fiquei a me perguntar
E o canoeiro me contou uma história.
(pára de tocar. Põe o violão de lado)
E ele começou assim:

voz em off - Sabe moço! A muito tempo vivia nessas águas, um fabuloso galanteador, conhecido como o jovem lider dos encantados, ele estava na beira do magnifico espelho d'gua fazendo os preparativos para o período dos enamorados das águas doces, quando a princesa Uau-mari e sua amiga Uau-lú apareceram de surpresa, e ele sem perde a pose as recebeu com um sorriso dizendo:

O encantado - Quem são as inspiradoras belezas que refletem nos encantos dos meus jardins espelhados?

A princesa - Sou Uau-mari, a princesa das amazonas, e está é minha amiga Uau-lú.

O encantado - Ouviste-me primavera! São as flores mais belas! Finalmente enviastes a mim.

A princesa - E quem é você ?
O encantado - Não é uma pergunta muito fácil de responder, Princesa. Mas... Entre outras coisas, sou conhecido como o jovem líder dos encantados.

A princesa - Então és tu o irresistível conquistador de quem nos falam as nativas!... O apaixonante inspirador dos jovens encantados das águas doces?

O encantado - Acho que estamos fora do período dos encontros sagrados, princesa!

A Princesa - Estamos! Majestoso.

O encantado - Sabes que é proibido as nativas passearem deste lado do rio, fora do período!

A princesa - O que temes!? Não és o inconsquistavel! Por um acaso te sentis ameaçado por nossas frágeis presenças?

O encantado - Pelo contrário! É uma agradavel surpresa; é um prazer ter a luz dos seus belos olhos iluminando-me na paz deste espelho.

A princesa – Então é em ti que os encantados buscam as inspirações para os seus maravilhosos galanteios!

O encantado – Não minha pequena encantada. Partes da fonte de nossas inspirações estão agora diante de mim. Mas diga-me! O que as trouxe até aqui, fora do periodo sagrado?

A princesa - A curiosidade de encontrar um encantado, e ver como se comportam antes do sagrado período dos acasalamentos.

O encantado - Não precisava vir até aqui. Vossa rainha podia lhe dá essa informação.

A princesa - Gosto de ver as coisas com os meus próprios olhos, majestoso. Quero mostrar para Uau-lú que os encantados não são tão elegantes como ela imagina que sejam; vou provar que são vulneráveis aos nossos encantos femininos; que não teem nada de inconquistaveis, como decantam os narradores de suas proezas poéticas amorosas.

O encantado - Me pareces segura do que estais dizendo!

A princesa - E estou, majestoso!

O encantado - Em que te apoias para fazer tal afirmação?

A princesa - Em alguns inusitados acontecimentos, meu jovem lider.

O encantado – Posso saber, ao que te referes?

A princesa - Por exemplo, já te vi na beira do rio, me flertando de forma discreta e desejosa, majestoso.

O encantado - Tem certeza disso?

A princesa - Tenho.

O encantado - Pois bem! Estamos num lugar mágico, aproveite! Aqui somos livres para dirimir certas duvidas, relembrar os eventos significativos que forem do seu agrado. Me sentirei honrado se puder esclarecer alguma coisa que por ventura tenha posto em duvida o comportamento dos encantados.

A princesa - E como podes fazer isso?

O encantado – Passea um pouco nos mistérios do meu espelho. Mergulhe comigo nas águas sagradas que compartilharemos do que desejares. Garanto que realizarás o mais amavel dos teus sonhos.

A Amiga – Não faça isso Princesa! Ele vai encantá-la!

A Princesa – (virando-se para a amiga)Não há o que temer Uau-lú. Eu sei lidar com esses românticos bajuladores.

O encantado – Então, viva o reino das águas! Temos uma deusa nos visitando.

A princesa - Viva! E espero que os mistérios do teu espelho, espelhe detalhes das verdades mas intimas que poem em duvida tua fama de respeitoso majestoso.

A Amiga - Não vá se arriscar, princesa! Tu não conhece esse jovem. Existem histórias muito estranhas a respeito deste espelho.

O Encantado – (Virando-se para amiga sorrindo)Estou encantado! Tens uma sábia prudente em tua acompanhia.(Virando se para a princesa) Mas és livre como a brisa que embala as flores. Será um prazer vê-la passear no espelho dos meus encantos.

A Amiga – É melhor Não lhe dá ouvido, princesa! Vamos embora daqui!

O Encantado – (Olhando para a princesa)Escuto a voz da razão ao teu lado... Sinto-me honrado em te-las na minha companhia. Sinto-me envaidecido em propor-me a cumplicidade de partilhar de tuas lembranças, minha princesa.

A princesa – Está vendo Uau-lú ! Os encantados são todos iguais, usam sempre essa imperiosa postura romântica para nos agradar. Mas o majestoso não sabe quais momentos pretendo relembra-lo. Se soubesse, com certeza mudaria essa postura de imponente inconsquitavel!

O Encantado – (Sorrindo) Esse sorriso em seu rosto me faz acreditar que tem lembranças agradaveis da minha pessoa. Será um prazer ouvir tua voz melodiosa detalhando os instantes graciosos que parece disposta a relembrar.

A princesa - O prazer será todo meu.

O encantado - Não se acanhe! Quero sentir-me acariciado por essas doces recordações, e quem sabe envolvido por esse manto de estrelas que brilham em teus olhos quando sorri.

A amiga – (Tapando os ouvidos) Por favor, princesa! Não fomos trazida aqui pelas nossas pernas, foi a força dos encantos dele que nos atrai até aqui.

A princesa – Não te preocupes com isso Uau-lú, eu sei onde estou pisando.(Virando-se para o jovem lider)E então, meu jovem encantado! sou livre para pormenorizar, ou guardamos em segredo certos detalhes reveladores dos prazerosos flertes aos quais me refiro?

O encantado - Minha encantada princesa! Antes de qualquer coisa, é bom que saibas que para cada encantado que nasce, nasce uma deusa encantada em tua tribo, que já vem predestinada a atrai-lo; desperta-lo para o mundo mágico dos relacionamentos amorosos. Desperta nele curiosidades. Curiosidades que vem do impulso instintivo infantil que existe dentro de cada um de nós. Instinto que fez com que em alguns momentos soltasse tuas saudáveis meninices sedutoras para deleite desse jovem nativo do reino dos encantados.

A princesa – Muito interessante essas tuas providenciais precauções discursiva, majestoso! Sabes muito bem do que quero falar. Tenho certeza essa postura inocente angelical irá por água abaixo diante de fatos singulares que nos envolve.

O encantado – Falas das graciosas maninices que me levaram a ver particularidades sultis que fazem parte do teu encantado universo feminino. Venha! Megulhe nos mistérios do meu espelho! vamos compartilhar de tuas saudaveis lembranças, garanto que ficaras satisfeita com o que te espera.
Amiga – (Um pouco nervosa) Princesa! Por favor, não! Ele vai encanta-la! Conheço as artimanhas dos encantados como a palma de minhas mãos.

A princesa – Calma Uau-lu! Quero saber em que particularidades dos nossos universos caminha o nosso jovem encantado.

O encantado - As fêmeas tem seus dengos, minha princesa. Tem suas manhas, teem por hábito nos chamar a atenção executando certas encenações exibicionistas, aparentemente despretenciosas. Coisinhas que fizeram-me descobrir as maravilhosas particularidades de que lhe falo.

A princesa - como o quê, por exemplo?

O encantado - Por exemplo, descobrir que o ser feminino já nasce com o divino dom de embeleza-se, sentem prazer em sentirem-se atraentes, desejadas. E enfeita-se é um de seus hábitos prediletos; um ritual sagrado que realizam diariamente; adoram vesti-se de forma elegante e confortável, buscando sempre as harmonias de tons primaveris, assim como fazem as árvores que brotam seus botões de flores, recheando de beleza e perfumes os ambientes onde se movimentam com um certo esmero.

A princesa - Tenho que admitir! Tens uma lábia perigosamente envolvente, majestoso. Mas navegas num trechos de muitos remansos, e mesmo que sejas esse decantado e irresistível conquistador, Podes ficar preso num desses remansos.

O encantado - É sempre um prazer rodopiar nos ondulantes banzeiros de aventuras que nos propocionam esses mistériosos rios femininos, agradeço aos céus pelas dádivas primorosas que encontrei nessas preciosíssimas correntezas.

A princesa - Não pode gabar-se de que nunca fostes visgado por uma bela fêmea, ou para ser mais direta, que eu nunca atrai os teus olhares desejosos, buscando contemplar minhas atraentes dádivas femininas, majestoso! Com certeza tu sabes onde moro!

O encantado – Sim, eu sei. E faltaria com a verdade se não dissesse que são incomparáveis as belezuras que te compõem.

A princesa – (Tom irônico sorrindo) É mesmo?

O encantado – Sim!Tens um magnetismo particularmente especial, minha princesa. Teus lábios são como doces fatias de frutas num convidativo e tentador pomar delicias; és como a porção do mais puro mel que costumo saborear nos meus solitários sonhos. Claro que já atraistes os meus olhares com teus movimentos elegantes. Com essa dança de cisne no espelho d'agua estrelado.

A princesa - És capaz de negar que já me viu em momentos um tanto mais íntimos!?

O encantado - Onde realmente estais querendo chegar, princesa! Posso saber?

A amiga – (Se dirigindo até a princesa a pegando pelo braço) Princesa, precisamos ir embora. Pelo amor que tens aos nossos sagrados lendários. Não faça isso! Vamos embora daqui.

A princesa - (Sorrindo virando se para a amiga e tirando a mão com a qual ela segura seu braço)Não tenho as fragilidades sentimentais de nossas nativas, Uau-lú. Estou aqui para desmistificar essa imagem de inabalável encantador do nosso jovem lider. E então, meu jovem encantado? Negas que já viu-me um tanto quanto desprotegida de minhas vestes?

O encantado - Não, minha princesa. Eu não nego, que já tive alguns flertes acidentais de cenas belissimas; cenas que sempre vão existir, enquanto existirem fêmeas encantadas como você; fêmeas que se especializam em conduzir com sutileza e maestria deliciosos espetáculos de sedução, que diga-se de passagem, são adoraveis quando recheadas com tuas belissimas formas.

A princesa - Ao que te referes?

O encantado - Aos detalhes que costumam nos levar aos compartimentos secretos e confortáveis dos nossos aposentos de fantasias, princesa.

A princesa - Dá pra ser mais claro, majestoso!

O encantado - É impossivel negar que és saborosamente tentadora quando solta essa criança crescida que existe dentro de ti, buscando atrair a criança crescida e curiosa que existe dentro de mim. Disponho aos teus prazeres, todas as delicias que fizestes jorrar com teus espetáculos provocantes. Nesse espelho posso satisfazer os mais sublime dos teus desejos.

A princesa - Sinto um tom meio suspeito no que falas. Mas será um prazer ver-te novamente me saboreando no aconchego dos teus sonhos. Se isso é for possivel nesse lugar.

A amiga – Ah! Pelos nossos lendários, princesa. Não faça isso, será o fim. A rainha não vai me perdoa por ter vindo aqui com você.

O encantado - Posso te dizer que dentro deste espelho, os desejos mais ardentes não podem serem reprimidos, princesa.

A princesa - Que bom! Então vamos ver o quanto fostes resistente aos meus dotes de criança tentadora.

A Amiga - Ah! Minha mãe das águas !! O que foi que eu fiz! Por favor princesa! Vamos embora.

O encantado - Algumas de tuas peças intimas podem serem expostas neste ritual de exposições sentimentais, minha princesa.

Amiga – Princesa! Por favor, não! Não foi pra isso que viemos aqui. Majestoso nos perdoe a invasão do ambiente sagrado. Não faça nada que possa deixar nossa princesa numa situação embaraçosa. Ela é só uma criança crescida, bricalhona.

A princesa – (Se voltando para sua amiga) Eu sei me defender Uau-lu! e para o seu governo, eu sei o que estou fazendo. No momento não preciso do teu nervosismo.(Se voltando para o jovem encantado) Quero fazer uma perguntinha ao majestoso!

O encantado - faça quantas quiseres.

A princesa - Lembras da janela de minha casa na beira do riacho?

O encantado - Sim, minha querida princesa, jamais poderia esquecer. Tenho boas e maravilhosas lembranças de tudo que vi através dela.

A princesa - Então espero que satisfaça a minha curiosidade. Mas antes, me responda com sinceridade! Algum dia já viu-me vestida em trajes menores, ou vestida com algumas de minhas confortáveis peças transparente?

O encantado - Claro que sim!

A princesa - (SORRINDO)Tudo o que te peço, é que sejas sincero.

O encantado - Enebria-me a pureza dessa vontade que enfeitas com esse sorriso angelical que usas para esconder tuas mais intimas intenções. És como um bichinho manhoso ronronando buscando um colo para sonhar acordada, princesa. Quero ve-la nadando livre nos sonhos; flutuando nos mais profundos dos teus sentimentos, és uma musa inspiradora dos encantados, podes vivenciar a independência única do seu ser; vivenciar os momentos de brilho solitário de tua estrela, sem limites; e sem sentimento de culpa usar do direito de sentir prazer em teu universo interior, onde ninguém pode alcança-la. Não precisas ter medo, aqui não traímos e nem somos traídos. Existimos e não existimos ao mesmo tempo, somos só sinais extra-sensórios encantados vagando no espaço. Eu sei que estais disposta a me conquistar; a quebrar o meu voto sagrado antes do período de acasalamento.

A princesa - Sim, Estou disposta a romper com certos costumes de nossas tribos, e te ofereço os meus mimos, que sei que tu tanto desejas. Pois, se assim não fosse, não me buscaria com teus olhares discretos, e evitaria usar esses teus maravilhosos galanteios fora do período sagrado.

O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS - I

O encantado - Há certas normas que aqui não podem serem violadas, princesa. E encantar é uma delas, isso faz parte do meu mundo. Mas aqui todos os nossos movimentos e diálogos um dia serão testemunhados, por todas tribos. Estais ciente disto?
A princesa – Estou!
O encantado - E Não te sentis intimidada com isso?
A princesa - Pelo contrário. Assim vamos por em duvida a originalidade dessa propotencia encantadora que tem o jovem encantado e todos que se espelham em vossa imperiosa alteza. Todos ficaram sabendo que os encantados não são invulneráveis aos nossos encantos fora do período de acasalamento, que fora desse período podem reviver os prazeres mais ardentes, e quem sabe até acasalar.
O encantado – Então vamos em frente, princesa. É pra isso que estou aqui, é por isso que sou lider. E para começar quero que vá até a outra margem do espelho. Que já já me encontro com você para vê até onde vai as vossas certezas.
A princesa se afasta, caminhando pela beira do espelho.
A Amiga – (Nervosa) Não vá mergulhar nessas nas águas, princesa!
A princesa – (falando para amiga) Não se preocupe Uau-lú. E você, por favor me espere aqui. E tome cuidado com ele!
O encantado – Não precisa ter cuidados, princesa. Não faço mal a um mosquito.
A princesa – (sorrindo) Na certa, por que são muito pequenos para cavalga-los, majestoso.
A princesa segue, e o jovem líder convida a jovem Uau-lú para senta-se a beira do espelho d'gua.
O encantado – (Se aproximando de Uau-lú) Me parece um pouco tensa! O que te preocupa?
A Amiga – Eu realmente não sei. Não conhecemos este lugar. E Isso que a princesa está fazendo, não está me perecendo certo. Nos só viemos dá um passeio desse lado do rio.
O encantado – Já teve contato com algum encantado?
A Amiga – Já conheci alguns de vocês. E voce não me parece estranho.
O encantado - O que achas dos encantados?
A amiga - Gosto do romantismo de vocês; das poesias oportunas, desse dom de nos fazer sonhar acordadas. Mas sempre evitei ter certos prazeres com vocês.
O encantado – Que prazeres?
A amiga – Tu sabes do que estou falando.
O encantado – Não! eu não sei. Mas falas como se esses prazeres fossem algo desprezível.
A amiga – Existem coisas mais interessantes que eles, mejestoso.
O encantado – Então diga-me que prazeres são esses para que eu posso evitar de procura-los enquanto estiver na tua companhia.
A amiga – Oh! quanta educação! Não te faças de bobo! Tu sabes as quais prazeres me refiro.
O encantado – Não a nada de errado em ter prazer, Uau-lú. Ter prazer é bom! Não concordas comigo?
A amiga – Mas é bom evitar certos prazeres, majestoso!
O encantado – Não há nada de errado em certo prazeres Uau-lú. São certas crenças que faz vê-los assim. O que dar Prazer, é, e sempre será prazeroso, independente das crenças que os reprimam. Censura-los não mudam nada, Uau-lú. O que dar prazer, será sempre um prazer; prazeroso!
A amiga - Esta querendo confundir minha cabeça. Majestoso?
O encantado – Não minha criança encantada! Mas vamos observa vossa princesa. Veja! Ela não sabe, mas antes de alcançar o outro lado do espelho, vai tocar o vestido nas águas do rio dos sonhos espelhados. Ai vamos vê um pouco do que ela gostaria de realizar e me mostrar como mulher.
A amiga - Tem um certo cinismo na tua fala, Ou é impressão minha?
O encantado - (sorrindo desconversando) Vamos observar nossa princesa, Uau-lú.

O vestido da princesa toca a água do espelho fazendo surgi uma nuvem de fumaça que envolve a princesa. (efeitos sonoros)Flashes de luzes, e a princesa desaparece.
A amiga – Minha nossa! O que está acontecendo? O que aconteceu com a princesa?
O encantado – Calma, está tudo bem.
A amiga – Para onde foi a princesa?
O encantado – Tenha calma, ela volta já.
Depois de alguns instante a princesa ressurgi com movimentos provocantes, vestida como a mais bela e sedutora das nativas amazonas. Entorno dela, variadas peças de roupas vão surgindo e desaparecendo em meio a nuvem. Entre as peças se destaca uma toalha brilhante, que gira suavemente, soltando brilhos.
A amiga – Princesa, que roupas são essas? Isso não são trajes para se apresentar diante de quem não tens intimidades.
O encantado – Ela não te escutar.
A amiga – Minha mãe das águas!! Você a encantou!
O encantado – Não. Isto é o corpo sensivel dos desejos dela condensado, manifestantando a imagem verdadeira dos comportamentos sensuais mais intimos que ela reprime.
A amiga – Está não é a princesa!? Você tá brincando?
O encantado – Não estou. Bom ! É a princesa, e não é ao mesmo tempo.
A amiga – Você está confundindo minha cabeça. Você a encantou!
O encantado - Não Uau-lú! Ela já estava encantada quando veio até aqui. Estamos num ambiente especial, mas fique despreocupada, ela não corre nem um risco.
A amiga - Ela já estava encantada quando veio pra cá!?
O encantado - E você também.
A amiga - Eu também? como assim?

O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS - II

O encantado - Na certa você está encantada por algum jovem de nossa tribo, é por isso que você e ela estão aqui. Só as encantadas encontram esse caminho e conseguem entrar nesse lugar sagrado.
A amiga - Você está querendo dizer que estou encantada! Ah! essa é boa!
O encantado - És capaz de negar!?
A amiga - Deixa pra lá! O que me interessa é saber o que está acontecendo com a princesa. Pois me sinto responsavel por ela.
O encantado - Ela vai se encontrar alguém por quem ela se encantou, realizar esse sonho de forma plena.
A amiga - E com certeza voce deve fazer parte disso!
O encantado - Há detalhes que não convem fala no momento. Mas fique calma! E vamos vê as coisas interessantes acontecem com as encantadas por aqui! Veja! Cada peça de tecido funciona como um arquivo de sentimentos, e ela vai abri-los com as vibrações dos desejos que a trouxeram aqui, alguns dos seus desejos também podem está presente ai nas imagens que vão ser produzidas por ela, Uau-lú.
A amiga – Você está brincando!
O encantado - Não estou! Cada peça de roupa acionam imagens intimas de lembranças solitárias fantasiosas. Vamos vê o que as peças intimas de vossa princesa nos revelam.
A amiga - Eu não acredito no que estou ouvindo. Você parece se diverti com isso!
O encantado - (sorrindo)Faz Parte dos nossos exercicios sagrados.
A amiga - Exercicios sagrados!? Eu acho que isso tem outro nome!
A jovem princesa estende a mão pega uma peça de roupa transparentes e acaricia.
O encantado – Vamos ver porque ela escolheu esta peça.
A Amiga – Você acha isso certo?
O encantado – Do que estais falando?
A amiga - Entrar assim na intimidade das pessoas sem permissão?
O encantado – E o que você acha que fizeram quando entraram sem aviso nesse santuário?
A amiga - Mas o mundo não vai acabar por causa disso!
O encantado - Claro que não! Mas voces estão no berço dos encantados. É aqui que exercitamos e aperfeiçoamos a resistência aos poderes de seduções femeninas; estudamos as sutilizas e os artifícios das fêmeas de tua tribo. E nada melhor do que te-las de corpo presente para exercitar essa resitencia.
Na superfície do espelho, a princesa Uau-mari sorri, e dirigi-se a alguém que está invisível aos olhos do jovem líder e da nativa Uau-lú.
A princesa - (movimentando sensualmente) Estou curiosa para vê, o que te lembra essa sedosa peça do meu vestuário, encantado!
A amiga - Nossa!!!
O encantado – (Se dirigindo a Uau-lú) Aqui qualquer peça de roupa; qualquer fio de cabelo que é banhado pelas as águas da vertente dos sonhos, refletem o que existe de mais sensual na fonte de onde veio a peça. É assim que o espelho nos revela os primores femininos que existem na tua tribo, é assim que selecionamos esses primores e depois buscamos nos relacionar com eles.
A amiga – Nossa! Vou tomar cuidado quando for lavar roupas no rio!
O encantado –(Sorrindo)E quando estiver tomando banho também. Principalmente se tiver Boto nadando por perto. Mas no seu caso, (SORRINDO) eu diria que é um pouco tarde para tomar tal providência. Mas, vamos ver a nossa princesa!
Na superfície do espelho são projetadas as imagens produzidas pelas lembranças da princesa.
'É noite de luar, o jovem encantado sai do leito do riacho e vai sentar no barranco para observa os raios refletindo no rio. Escuta-se um som de festa ao longe. É acesa uma lamparina na casa de Uau-mari, que fica do outro lado do riacho. Aparece a sombra da princesa se movimentando dentro de casa. O jovem olhar com atenção. Pelos movimentos da sinhueta na parede da pra ver que ela estás trocando de roupa. Ela veste um vestido curtíssimo( a peça que ela acariciava) dá para ver os contornos de suas generosas curvas femininas'.
A amiga - (Suspira) huum! Que coisa interessante! Imagino o que se passa na tua cabeça nessa hora. Sou capaz de adivinhar os teus pensamentos!
O encantado - O que te dá essa certeza ?
A amiga - É o que chamam de Intuição feminina, majestoso.
Uau-mari anda pelo quarto. Em seguida desaparece e ressurgi na porta atrás da casa, deixando a vista suas generosas curvas atraves do tecido transparente. Ela pega algumas coisas para lavar, e fica por ali cantando e se movimentando a luz do luar, expondo a beleza escultural sedutora do seu corpo. Uau-lú sorri:
A amiga - Puxa! Esse espelho é muito interessante.
O encantado - Você ainda não viu nada.
A amiga - (Virando se para o encantado e sorrindo) Acho que agora estou entendendo o que nossa princesa quis dizer, quando disse que vocês não são invulnerável aos nossos encantos fora do periodo sagrado.
O encantado – Não se precipite!
A amiga – Não estou me precipitando. Por um acaso, tu és capaz de negar que te sentes atraído por ela?
O encantado – Atraído como?
A amiga - Vocês não resitem ver uma mulher assim, encantado! E vestida nesses trajes, duvido que se não passa por tua cabeça ter as essas maravilhosas curvas em teus braços! ter tuas mãos afagando as suas torneadas e carnudas coxas; os seus belos seios; os relevos pomposo e recheado dos seus quadris?
O encantado - Estais fantasiando! minha querida encantada?
A amiga - Não mude de assunto. Vais negar isso? Se negas, não és tão masculo como imagino!
O encantado - Como negar a atração que exerce a beleza, Uau-lú!? Nem os deuses do Olímpo fariam tal coisa. Não existe nada nesse mundo a qual eu possa compara a beleza sedutora de vossa belissima princesa. (sorrindo olhando pra ela) A não ser a você.
A amiga – Veja lá o que estais insinuando!
O encantado – Não é nada demais Uau-lú. Tu és o luar da noite mais bela que já vi. E ver a princesa vestida assim, não quer dizer que tenho necessariamente que deseja-la. Mas não posso negar que é atraente, e eu a admiro, assim como admiro as flores que desabrocham bocejando o frescor de seus hálitos nas margem do rio; fluindo apaziguadora como as deleitosas energias aromática de tua presença.
A amiga - Estais me cortejando!
O encantado - Posso traduzir isso de forma bem simples, se quiseres!!
A amiga - (tom irônico sorrindo) Estou curiosa para saber!
O encantado - São lindas tuas faces entre os fios de teus cabelos. És uma dádiva divina em meu caminho, Uau-lú. Te senti assim pertinho, é como um óleo de refinadas fragrâncias que se despeja no meu ser; é como uma poção mágica me elevando ao um paraíso de sonhos; uma sinfonia de anjos harmonizando as águas do meu espelho, princesa.
A amiga - Estais inspirado, majestoso! Mas eu não sou princesa!
O encantado - És muito mais que isso, Uau-lú. És a mais doce entre todas as nativas que conheço!
A amiga - (sorrindo)O que me faz merecedora de tamanho carinho?
O encantado - Não sei se você sabe. Mas eu coleciono flores e também sou um bom colhedor de frutas. E tu és a fruta mais apetitosa convidativa que já vi. E como todo bom colhedor de frutas, eu sei que existe o momento certo para fazer a colheita.(Aproximando o seu rosto ao dela) É prazeroso espera que a fruta chegue ao explendor de sua doçura, para colhe-la e depois saborea-la vagarosamente, apreciando cada pedacinho de seus gumos adocicando os lábios nas suas suculentas formas.

A amiga - (Afastando-se)Continuas usando os teus maravilhosos artifícios para fugir do que quero saber. Estais me assediando com tuas ousadas comparações poéticas.
O encantado – (Aproximando-se dela)És uma macieira entre as árvores, Uau-lú. Não há como negar isso. As flores sabem que desejo apaixonadamente a tua sombra; os frutos dos teus beijo para adocicando minha alma; quero te sentir desfalecer em meus braços, como o sol ao entardecer, chamando as estrelas para ninar nossos sonos.
A amiga – (Desviando o olhar dele. Virando-se na direção da princesa)Olhe pra ela!
O encantado - (falando ao seu ouvido) Por que tenho que olhar para ela?
A amiga - Estais me deixando incabulada com esses teus cortejos.
O encantado - Por que não olhas diretamente pra mim! E usa essa tua intuição femenina para vê o que quero de te!
A amiga - Olha para princesa que vais tirar essas bobagens da tua cabeça.
O encantado - Olhe bem pra mim!
A amiga - (Afastando)Eu sei porque está evitando olha para a princesa.

O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS - III

O encantado -(sorrindo) É Por que eu quero que saibas quem sou eu, Uau-lú!
A amiga - Não! É Por que não queres dá o braço a torcer,majestoso! pois com certeza se olhar para a princesa vestida assim na certa vai desejar o calor do seu corpo...(olhando para ele e Imitando a sua postura poética) assim como a terra deseja sol ao amanhecer;(voltando a sua posição normal) desejar os beijos de sua boca...(imitando a postura ) como a flor deseja o orvalho da manhã pra saciar sua sede.(Som de musica suave,voltando a posição normal) Tá na cara que passa por tua cabeça o desejo de ouvir os seus delicados murmúrios aos teus ouvidos, te deliciar com isso, assim como te delicias com o doce sonoridade da brisa que passeia nesse espelho.
O encantado - (Aproximando o rosto ao dela) Sim! e quem sabe também Deslizar no suor do seu corpo com o vigor e a virilidade dos meus músculos, sentindo o sabor dos seus lábios adoçando minha língua.
A amiga - (Afastando-se)Sim!!! És capaz de negar isso?
O encantado - Estais envolvida demais com tudo isso, Uau-lú! dá pra sentir o pulsar do teu corpo. Estais vibrando como uma melodia divina. Não acredito que o tempo te fez esquecer tanta coisa bonita.
A amiga - De que coisas estais falando?
O encantado - Não nota nada de familiar em mim?
A amiga - Sim! Eu acho que te conheço de algum lugar. E pra ser sincera, eu não sei por que estou aqui e nem por que entrei nessa aventura com a princesa.
O encantado – Quem sabe foi a esperança de rever alguem que a muito tempo você não vê !
A amiga - O amor faz a gente fazer coisas que não imaginamos fazer.
O encantado - Eu sei. Mas tudo ao seu tempo, Uau-lú. Agora vamos ver como se comporta nossa princesa. Ainda existe muita coisa a ser dita entre nos.
Flashes de luzes. A princesa reaparece, pega a toalha brilhante e fala:
A princesa – Tu olhaste para está peça e ficastes um pouco encabulado. Posso saber porque?
A Amiga - Com quem ela está falando?
O encantado - Acho vamos ter algumas surpresas excitantes por aqui.
A amiga – (Olhando para a princesa e logo em seguida para o encantado)Ela está falando contigo. Eu não estou me sentindo muito a vontade com essa situação. Você não é de pedra! Eu tenho que sair daqui, antes que sobre pra mim!
O encantado – Calma Uau-lú! Não se preocupe comigo. Mas é bom se preocupa com você. Ela está só sonhando.
A amiga - Não tente disfarça as coisas! Ela está falando você.
O encantado - Pode ser! Essa toalha tem uma coisa que me atrai. Mas não esqueça que foi ela quem a escolheu.
A amiga – (sorrindo) Eu posso imaginar por que.
O encantado - Com certeza tem alguma coisa especial para ela.
A amiga - Não tenho duvidas. As nativas conhecem tua fama, Majestoso!
O encantado - (Sorrindo)Nem tudo o que se ouve falar espelha a verdade, Uau-lú.
O grande salão virtual volta ser preenchido pelas imagens da princesa. Ela olha fixamente
para a toalha brilhante(Escurece).


"É noite estrelada, a lua brilha. Uma luz de lamparina surge iluminando a janela aberta do quarto da princesa. Agora dá praver ela levantando da cama, vestido apenas uma sensualissíma calcinha, deixando a vista seus belos seios. Ela vai até um canto do quarto, pega a toalha, enrola ao seu corpo e sai para tomar banho, depois do banho, enxuga-se, e enrola novamente a toalha ao corpo. Introduzindo as mãos por baixo dela, e retira a calcinha. Abaixa-se para junta alguma coisa, e demora um pouco nesta posição. Levanta-se e entra novamente em casa, vai até o quarto, pára diante da janela, retira a toalha e joga num canto, e permanece de pé por alguns instantes enfrente a janela, deixando todo o seu corpo salpicado de escamas liquidas, exposto a luminosidade do quarto. Veste um vestido leve e deitar-se novamente.(Escurece a cena)
A amiga – Nossa!
O encantado – Ainda tem mais.
A amiga - Como você sabe?
O encantado - (sorrindo)Intuição masculina!
(luz) Agora é dia. Uau-mari surgi na varanda enrolada na mesma toalha, pega a vassoura e começa a varrer. Movimenta a perna direita para frente, deixando entreaberta uma fresta na toalha, por onde é possível ver um pouco acima de suas coxas carnudas provocante.(black-out. Som pássaros cantando)
(Luz)Uau-lú sai do banheiro atrás da casa. Pára um pouco. Olha para o alto de forma sorrateira, e abre um pouco a toalha para se defender de uma acidental ferroada de algum bichinho em suas coxas, expondo novamente o veludo macio de suas formas femininas. Vai até a porta atrás de sua casa e coloca a parte superior do corpo dentro de casa, com a intenção de fazer alguma coisa, que não dá ver exatamente o que é. Movimenta a perna direita para se apoiar. Abrindo novamente uma fresta na toalha, e fica assim por um bom tempo, expondo suas belezas intimas. E sorrindo a princesa vira-se na direção do jovem lider e pergunta:

A princesa – E então, o que senti ao apreciar detalhes tão íntimos de meu corpo?

O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS - I V

A amiga – Uma boa pergunta! E ai! O que você está sentindo?
O encantado - Tudo Muito interessantes! Mas previsíveis.
A amiga – (sorrindo) Interessantes!? Previsíveis!? Você tá brincando!
O encantado - Uau-lú, Normalmente é isso o que acontece quando você se depara com alguém lhe espreitando de forma curiosa.
A amiga – (sorrindo)Espera um pouco ai! Não vá fugir da resposta. Eu quero saber o que você sentiu ao ver a princesa desta maneira!
O encantado - O que posso te dizer, é que momentos assim costumam levar os envolvidos a um estado de excitação quase incontrolável, muitas vezes os fazem agir compulsivamente; a vencerem certos medos, chegando ao ponto de apelar para esses tipos de gestos provocantes propositais. Mas sempre tomando o devido cuidado para que esses gestos pareçam pequenos descuidos, para que não pareça que foram feitos intencionalmente.
A amiga – O que estais insinuando! Tem medo de encarar a verdade? Voces são curiosos! e com certeza ficam babando quando se deparam com cenas assim.
O encantado - Isso faz parte do nosso universo e principalmente do universo feminino, As vezes nos parece estranhos esses acontecimentos, mas não existe nem um desvio de conduta nesses impulsos femeninos; nada fora dos padrões normais de comportamento das femeas. É parte dos deliciosos jogos de sedução de nossas espécies.
A amiga - Estais querendo esconder o sol com uma penêra!
O encantado - Não! Diga-me! Quem nunca passou por uma dessas aventuras telepáticas? por uma dessas relações extra-sensorias acidentais? Quem nunca sentiu os prazeres que esses momentos são capazes de produzir? porque acha que nascem as crianças?
A amiga – Não vamos exagerar.
O encantado – Não estou exagerando. E digo mais, algumas de vocês até se habituam a ter esse tipo de ralações; esses prazeres extra-sensórios, e se especializam em produzirem esses maravilhosos espetáculos particulares, e para isso elegem seus observadores prediletos. E se excitam agindo assim, fingindo não vê-los. Isso está claro olhando a forma como se vestem! Nas preocupações que tem em realçar as partes que podem atrair os nossos olhares desejoso.
A amiga - Vou insistir na pergunta, que teimas em não responder.
O encantado - O que queres que eu te responda, Uau-lú ?
A amiga - Não se faça de bobo!
O encantado - Acho que estais querendo ouvir eu dizer que ao ver as belissimas partes intimas de vossa princesa, senti-me atraído por elas(Aproximando de Uau-lú)Acho que vai te excitar ouvir eu te dizer que desejei toca-las, acaricia-las, senti-las em minhas mãos, beija-las com volúpia, ou quem sabe acariciar uma delas com meus músculos rígidos, e preenche-la ardorosamente até sentir o morno do prazer jorrando deliciosamente na pele, olhando-a nos olhos, beijando-a calorosamente a boca?

A amiga - (Afastando)Assim Você me deixa sem jeito!
O encantado – Não esqueça que eu sou um encantado, e como todo encantado, eu tenho a missão de encantar. Tenho minhas fantasias, sinto desejos, é desejando que os encantados se encantam, é nos encantando que buscamos encantar nossos encantos.
A amiga – És muito escorregadio, isso sim! Tenho certeza que faz isso com todas que aparecem na tua frente.
O encantado – Ah! Como é linda essa carência disfarçada que tua boca transforma em melodia; como é sultil o desejo que goteja dos teus lábios como um riacho de leite e mel, minha meiga Uau-lú. Sinto-me rodeado pelas rosas perfumadas de tuas inocentes acusações.(Aproximando seu rosto ao dela) Quem me dera envolver-me em tuas formosuras e bebericar o nécta dos desejos no cálice macio do teu umbigo; mordiscando delicadamente as pontinhas dos montes macios do teu colo; rodeando de suavidade teu pescoço, massageando os teus cabelo e me afogando em tua boca, ouvindo o ofegar de tuas narinas em meus ouvidos, com os sabores de tuas refinadas especiarias fogosas. (levando a mão a cabeça) Eu tiro o chapéu pra você, deusa dos meus mais puros encantos.(Tira o chapéu)O que te lembra isso!?
A amiga - Ah! minha mãe das águas, é inconfudivel o teu perfume, majestoso! A elegância dos teus cortejos, a beleza de tuas palavras. Pensei que nunca mais ia te ver. Então és tu!
O encantado - Sim, Uau-lú! Os ventos da primavera chegam mais uma vez para mudar o meu destino.
A amiga - Ah! como te procurei! Tu não sabes as noites de sono que perdi pensando em ti. Quantas noites sonhei com a nossa sublime união. Acerta-me com tua lança guerreira, meu amado. Enche minhas entranhas mornas com teu nécta dos deuses. Eleva-me ao céu dos teus amores! Não sabes quanto tempo sonhei com esse momento. Finalmente te encontrei. Tu és tudo que mais quero nesta vida. Por que desaparecesse da forma como desapareceu? Porque sempre fugias? porque nunca ficastes até o final das festas comigo? Me responda... por que me fez sofrer tanto?
O encantado - Calma! Uma pergunta de cada vez. Existe alguns mistérios em minha vida que não posso te revelar. Há certas coisas que as nativas não podem saber. E é melhor que seja assim.
A amiga - Tudo o que quero é que diga-me! Porque você sumiu sem dar explicações?
O encantado - Porque uma mulher apaixonada só ouve o coração, vocês são muito sensiveis e extremamente curiosas, são capazes de tudo para viverem seus amores. E tu estavas prestes a botar tudo a perder, Uau-lú. Mas ainda És a chama ardente que adoro contemplar, mas ainda não ouso tocar, temo ser devorado pelo fogo abrasador do teu corpo. Foi uma surpresa maravilhosa ve-la entrar aqui acompanhando vossa princesa. Mas não esperava que me reconhecesse. Mas eu não resisti, e isso pode sair muito caro.
A amiga - O que faço para que te rendas a mim, meu amado principe dos encantados. O que faço para que fiques comigo?
O encantado - Ah! Uau-lú! És a luz mais pura que encontrei no caminho. Mas por um desses acaso do destino, hoje é noite de lua, e poderemos acabar embarcando numa bela enrascada se não saires daqui a tempo.
A Amiga - Como assim?
O encantado - A princesa me tomou um tempo precioso. A minha liderança está ameaçada com tua presença. A vossa rainha continua a mesma. Com certeza ela mandou a princesa traze-la até aqui para que eu a envolvesse com meus encantos e a possuisse de alguma forma. Mas isso faz parte das prova dos rituais de iniciação. A princesa tinha que ter vindo sozinha. Mas já que você veio, tudo bem!
A amiga - Eu não estou entendendo nada do que estais dizendo.

O encantado - Isso não é importante agora, Uau-lú. Olhe!A princesa já está voltando. Eu tenho que traze-la a realidade.

A amiga - O que vais fazer?
O encantado - Tenho que diminuir o estado de excitação sonhadora que ela senti por mim.
A amiga - (Olhando desconfiada para o encantado) E como vais fazer isso?
O encantado - Não te preocupes. Existem formas de fazer isso, sem apelar. E acho que no momento, a melhor forma é começar pedindo a ela que devolva minhas estrelas!
A amiga - Tuas estrelas!? Desde quando tens estrelas?

O encantado - Vou usar isso como estratégia para amenizar a ilusão dos desejos que ela agora está sentindo por mim. Não tenho tempo para te explicar agora. Fique quieta por favor!(A princesa se aproxima sorridente enrolada na toalha, demonstrando está muito feliz e com uma certa malicia no olhar).
A princesa - Que lugar maravilhoso! estou me sentindo nas nuvens. Que pena que não fostes comigo, Uau-lú! Esse lugar é um sonho.
O encantado - (Demonstrando uma certa pressa) Me desculpe princesa! Eu não devia ter deixado voces entrarem aqui. (virando-se para Uau-lú) Se ela continuar nesse estado não vai ser facil tira-la daqui. E vocês não podem ficar aqui.
A amiga - Porque não?
O encantado - Eu não tenho tempo para explicar.
A Princesa - (Se aproximando do jovem com movimentos insinuantes) O que queres de mim! Peça o que quiseres! que eu te concederei.
O encantado - Devolva minhas estrelas, princesa!
A princesa - (sorrindo) Do estais falando, meu amado.
A amiga - Amado!? Que intimidade sâo essas?
O encantado - (virando-se para Uau-lú) Fique quieta, por favor!(Voltando-se para a princesa) Estou falando das minhas queridas estrelas, princesa!
A princesa - Se soubesse onde estão tuas estrelas, eu reviraria céus e terra para busca-las e entrega-las em tuas mãos, só para sentir, nem que fosse por um infímo instante a tua pele rossando a minha.
O encantado - Mas as minhas estrelas estão mais perto que imaginas, princesa.
A princesa - Diga-me onde, que irei busca-las para ti.
A amiga - O que deu na princesa? Tem alguma coisa errada com ela. Ela não é assim.
O encantado - Tu não anda no coração dos outros, Uau-lú. Nem tudo que falamos expressa a vontade do nosso coração. Faça o que lhe pedi! Fique quieta! Ela está sonhando, eu tenho que acorda-la desse sonho e tira-la daqui.(virando-se para princesa) Princesa! As minhas estrelas estão contigo. Tu as levou do meu Céu.
A princesa - Não lembro de algum dia ter provocado um cataclisma cósmico, de tamanha magnitude. Meu Principe das águas.
O encantado - Sabes porque não lembras, meu anjo!?
A princesa - Não! Amado majestoso!
O encantado - Porque na noite em que elas se foram, tu estavas muito oculpada com tuas maravilhosas meninices sedutoras, por isso nem percebeu que as raptou do meu céu.
A princesa - (Se insinuando)Não seria melhor dizer; do nosso céu, meu venerável majestoso?
O encantado - Sim, Uau-mari, mas quero que saibas que nas noites enluaradas, costumo exercitar os meus improvisos poéticos para minhas queridas estrelas. E numa bela noite, eu estava fazendo exatamente isso, quando voce apareceu para tomar seu precioso banho, e quando cobriu-se com os véus de água, tu as raptou lá do céu para o teu corpo, e depois aprisionou-as nessa toalha. Voce não sabe o quanto procurei te-las de volta. E no dia em que fostes embora daquela casa, eu foi até lá, e entrei no quarto vazio onde jogastes a toalha, na esperança de encontra-las e devolve-las novamente ao céu. Mas elas não estavam lá, vi alguns brilhos no teu quarto, pensei que fosse algumas delas, mas não eram. Os brilhos vinham de pequenas frestas na parede de tua casa; frestas por onde tu poderias muito bem me observa, sem ser observada. E roteirizar teus deliciosos movimentos. És linda; sabes da força irresistivel que tem as tuas formas. Mas agora tens que acorda! Não existe nada que nós ligue além das minhas estrelas.

O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS - V

A princesa - Se isso é um sonho, eu quero morrer sonhando. É o mais belo de todos que já tive, majestoso!
O encantado - Fico feliz de saber, que no silêncio do teu universo, sentis algo por mim, que sentesse atraida por mim, e de alguma forma buscou chamar minha atenção; despertar os meus desejos; me dar prazer. E de alguma forma realizou isso. E que vi você protagonisar varias vezes a mesma cena, achei curioso que essa toalha estivesse sempre enrolada da mesma maneira! e abri-se sempre do lado em que eu estava. Isso não foram apenas maravilhosas coincidencias, com certeza Tu sabias o que estava fazendo! Estou feliz por está aqui. Pois assim consegui devolver em sonhos, os prazeres velados que me propocionou. Mas agora tens que acorda! Estais sonhando o maravilhoso sonho das donzelas que iniciam-se na arte dos prazeres reais!
A princesa - (Se aproximando do jovem)Deixe-me morrer sonhando! diga o que sentis por mim que serei a mais feliz entre todas as mulheres; te seguirei para onde quiseres.
A Amiga - Eu não estou acreditando!
O encantado - Princesa, O que sinto por ti, transcende os mistérios das nossas lendas
particulares.(Olhando para Uau-lú) Mas eu tenho um amor que vai além das estrelas, e isso me fez romper com as tradições do espelho e deixa-las entrar aqui. Mas agora tenho que tira-la daqui e leva-las para o outro lado rio.
A princesa - Deixe-me pelo menos tocar a maciez de tua mão.
O encantado - Não posso toca-las, princesa! Dê-me está toalha para que eu possa ajuda-la a sair desse encanto.
A princesa - É só isso? (Fazendo o gesto para tirar a toalha do corpo que cobri o corpo)
O encantado - (Segurando rapidamente na toalha)Não! por favor, aqui não. Me acompanhe! Vamos para o outro lado do rio que lá resolvemos isso!
A princesa - Como quiseres!
A amiga - O que vais fazer com a princesa?
O encantado - Me espere aqui! tenho que atravessa-la para o outro lado rio.
A amiga - E Para que queres essa toalha?
O encantado - Preciso envolve-la com essencia de flores e água do rio, antes que a lua começe a iluminar este espelho.
A amiga - Mas pra quê isso?
O encantado - Para evitar que o pior aconteça. Agora me espere aqui. E por nada nesse mundo toque nessas águas.
A amiga - Por que ?
O encantado - Por que são águas sagradas, e pode ser atraida por ela.
A amiga - Não se preocupe, eu não sei nadar, manterei distancia.

O encantado - É bom, pois esse poço é fundo e não tem onde se agarrar para sair se caires dentro dele.

A princesa - (caminhando para saida) Venha me florir! Meu anjo encantado.
O encantado - Já estou indo.(virando-se para uau-lú) Fique aqui!
A amiga - Vê lá o que vai fazer!
O encantado - (Sorrindo)Não se preocupe. Ela esta em boas mãos.
A amiga - Eu não sei por que! Mais não consigo acreditar em você.
O Encantado - Fique calma, vai dá tudo certo.
A princesa sai do espaço sagrado e o jovem lider a acompanha.(som de musica tensa. Flashes de relâmpagos e som de trovões ao longe) E depois de um curto espaço de tempo o jovem volta com a toalha na mão.
A amiga - (Olhando desconfiada para o jovem) O que voces fizeram?

Som de vozes se aproximando.

O encantado - Nada! Venha ! Tenho que leva-la até o tablado dos beija-flores. Lá estaremos seguros.
A amiga - Como assim, não fizeram Nada !!? E o que voce está fazendo com essa toalha nas mãos? Tá na cara que aconteceu alguma coisa! Eu não vou lugar nem um com você! Eu quero sair daqui! onde está a canoa?
O encantado - Canoa!?
A amiga - A canoa da rainha, que usamos para atravessar o rio!
O encantado - Não usamos canoa.
A amiga - E como atravessaram o rio?
(ouve-se as vozes de jovens fazendo algazarra já bem proximas).
O encantado - Os encantado podem fazer algumas coisas, que não posso revelar à você. Agora temos que sair daqui, Venha! a lua já está saindo.
A amiga - E dai?
O encantado - Os jovens vão já passar por aqui. E voce não pode ve-los mergulhar no espelho.
A amiga - E o que é assim tão importante que eu não posso ver?
O encantado - Não complique mas as coisas. Venha! Siga-me!
O jovem lider sai do espelho com Uau-lú e adentram o tablado florido. Ouve-se o som de jovens brincando e pulando nas águas. Aos pouco o som da algazarra dos jovens vai diminuindo até tudo ficar silêncio.
A amiga - O que aconteceu ?
O encantado - Agora tenho que ir até lá. Acho que Consegui evitar o pior.
A amiga - Estou sentido uma sensação estranha, e não estou gostando disso, eu tenho que voltar. Eu preciso voltar para minha tribo.
O encantado - Não fale assim. Parece mau pressentimento. Eu vou atravessa-la, mas antes preciso ir até o espelho me banhar nas águas sagradas enquanto a lua está saindo. E volto para atravessa-la.
A amiga - Tu sabias que tem alguns aventureiros morando do nosso lado rio?

O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS - FINAL

O encantado - Eu sei!
A amiga - E não teme que eles nos conquistem ?
O encantado - Não há motivo pra isso. Agora tenho que ir até o espelho enquanto céu está claro.
A amiga - Eles são jovens, inteligentes e muito simpáticos, Majestoso.
O encantado - Mas, não são encantados, Uau-lú.
A amiga - Mas são cheio de energia. E chegou um barco trazendo mais alguns com umas porções de encantos de sexto sentido, maravilhosas. Dizem que estão preparando uma revolução. E vão fazer uma grande festa nesta noite lua. Espero que voce vá.
O encantado -(Se movimentando para sair na direção do espelho)Eu vou estar lá! agora tenho que ir até o espelho.
A amiga - Eu gosto do entusiamos contagiantes deles. E é bom tomar cuidado com seus encantos românticos, pois eles estão preparando uma revolução de poesias ! A revolução dos poetas! E vou te dizer mais uma vez, as porções de encantos que eles teem são incomparaveis.
O encantado - (Parando de se movimentar) É mesmo!? E que tipo de porções são essas?
A amiga - Estais curioso?
O encantado - Sim! gosto de confrontar o meu insuperavel poder de encantamento com essas novidades que os aventureiros costuma trazer. Que porções são essas?
A amiga - Como já te disse, são Poesias, majestoso encantado!
O encantado - Ah! minha criança inocente. E o que é poesia?
Amiga - É a essencia dos florais apaixonados; o sublime elixir dos amantes. O hálito dos deuses enamorados.
O encantado - Poesia, minha criança encantada! É como o vento; É pensar em movimento; Só frios raciocinio congelando fragmentos.
A amiga - Estais enciumado!
O encantado - Por tamanhas bobagens? nunca!
A amiga - Duvido!? Poesias não são bobagem, as nativas adoram ouvi-las.
O encantado - O que chamas de Poesias! são particulas arredias; orbitantes embriagadas; apaixonantes apaixonadas; paralelas em choques; rotineiras passageiras; as vezes passam por onde ficam; as vezes ficam por onde passam; bobos graficos geometricos sem autonomia; motivos de traduções comicas no nosso reino dos encantados. E para não me alongar , Uau-lú! A verdadeira poesia ainda continua apaixonada por mim, e sempre vem aqui rondar ciumenta, fazendo banzeiros nas águas para distorcer os reflexos tão inspiradores quanto ela, que vê surgi ao meu lado nesse magnifico espelho d'gua. Imagens como a tua, minha amada.
A amiga - Obrigado! você me evaidece com tão saudáveis elogios, majestoso.
O encantado - Agradeça aos deuses que se apaixonaram por ti, e sobram em meus ouvidos esses graciosos galanteios, Uau-lú.
A amiga - Beije-me!
O encantado - Há certas coisas que não posso fazer aqui. Eu gostaria de beija-la, mas aqui não é o lugar.

A amiga - Mas somos livres para dar alguns passos sigilosos, se quiseres!
O encantado - Tu sabes do sabor que tem um beijo as escondida, Uau-lú?
A amiga - Acho que isso não é mistério pra ninguém.
O encantado - Sabes das emoções que envolve um momento assim? qual o desfecho que pode ter um beijo dado desta maneira ?
A amiga - Ah! meu amado! emoções são coisas Indiziveis.
O encantado - São inesperados os sentidos e os desejos que um beijo assim pode aflorar, Uau-lú!E eu tenho que ir até o espelho.
A amiga - E o que achas de sentir as emoções que envolve um beijo roubado, um beijo que pode ser correspondido, mesmo sendo dado de surpresa ?
O encantado - O que estais tramando?
A amiga - Existe uns jeitinhos para realizar certos desejos!
O encantado - É por isso que eu sempre digo; que outras preocupações tem as mulheres, a não ser a de nos baratinar a cabeça e com isso nos propocionar o maior prazer possível?
A amiga - Eu acredito que é só com uma certa dose de loucura podemos agradam os encantados, majestoso!
O encantado - Não dá pra negar que somos frageis a certas coisas femeninas. As Mulheres realmente tem alguma coisa de loucas. E acredito que seja essa a razão que as leva a confeccionarem e usarem tantos enfeites, de apreciarem simpatias, sortilégios de amor, das essencias aromáticas, dos banhos de cheiro, de viverem moldando os cabelos com seus caprichosos penteados.
A amiga - É sensibilidade o que chamas de loucura, majestoso.
O encantado - Não Uau-lú! Tem alguma coisa de loucura na razão que as leva a usarem tantos artifícios para realçarem a beleza do rosto, a expressão do olhar, a cor da pele.
A amiga - Essas coisas os encantados nunca vão entender! Mas tudo o que estou querendo de ti é um simples beijo. Não as tuas preocupações em decifrar o indecifravel.
O encantado - Dócil, como és! acredito que não farás nada que possa infringir os nossos compromissos sagrados, Uau-lú.
A amiga - Nunca brinque e nem duvide dos sentimentos de uma mulher, majestoso. Tu não sabes do que uma mulher é capaz, quando ela gosta de alguém. Pois como tu mesmo reconhece; somos meio loucas, somos crianças crescidas, e com certeza tu sabes o que faz uma criança ser tão querida.
O encantado - Sim! Com certeza é um certo ar de loucura misturada com liberdade que elas geralmente teem, é a admiraveis e encantadora inocências transgressoras que elas teem o que nos atrai.
A amiga - Que vem da Liberdade natural que existe nelas. É isso que faz com que as perdoemos com mais facilidade; que não as censuremos por qualquer coisa. Que perdoemos seus pecados; os seus deslizes infantis.
O encantado - Criança é sempre criança. E assim como nos, são encantadas de nascensa, por isso nos cativam.
A amiga - Por isso temos vontade de abraça-las,(se aproximando do jovem) de ama-las; de beija-las! Pois são sinceras, e teem uma saudavel falta de juizo.
O encantado - Ah! Uau-lú. Eu não vejo outra saida, a não ser te levar para os jardins floridos do teu reino, para evitar que esse nosso maravilhoso sonho, mergulhem no silêncio do que é proibido entre nós. Tenho que tira-la daqui sem violar os deveres sagrados do ritual de travessia dos portais das águas do espelho na nascente da lua. Tenho que ir!(flashes de luz de relampagos. Som de trovões ao longe) Fique aqui até eu voltar.
A amiga - Foi isso que me dissesse na ultima vez que ti vi descer o barranco do rio. Vais sumir outra vez! por isso estou puxando conversa. Não quero que se vá!
O encantado - Eu volto o mais rapido possivel! me espere. Não sai daqui, Por nada nesse mundo!
O jovem sai na direção do espelho, Uau-lú esboça um sorriso e ao mesmo tempo se mostra impaciente andando de um lado para outro, e não resistindo a tentação, sai na direção em que foi o jovem lider. O jovem lider está sentado na beira do espelho esperando as nuvens passarem em frente a lua. Uau-lú escondida observa. A lua volta a clarear, O jovem levanta-se caminha até o espelho e se atira nas águas e depois que alguns segundo ele emerge transformando num peixe Boto.
Surpresa Uau-lú sai do esconderijo vai até a beira do espelho e gritando pelo seu nome. Um relâmpago corta o céu do espelho seguido de um potente trovão. O jovem transformado vem até onde ela está.
O ENCANTADO - O que você fez? Não podia ter feito isso.
A amiga - Por todos encantos!!! Você se transformou num peixe!
O ENCANTADO - Sabes o que acabou de fazer? Você quebrou o meu encanto, Uau-lú!
A amiga - Me perdoe!
O ENCANTADO - Como posso perdoa-la!? Não existe perdão para o que fez.
A amiga - (chorando) Me perdoe! Eu não queria perde-lo! por tudo de mais sagrado! me perdoe!
O ENCANTADO - Agora sim, voce me perdeu para sempre. Vou ficar nessa forma de peixe, até quando só deus sabe! por que não me esperou. Por que você fez isso!?
E soltando um gemido triste O jovem transformado em peixe da meia volta nas águas e desaparece nadando. Uau-lú desesperada grita por ele, e num ato de desepero atira se nas águas e fica se debatendo pedindo por socorro, raios e trovões explodem no céu do espelho d'gua. O jovem peixe vem até onde ela está e tentar empurra-la para fora. Mas a borda do espelho não tem onde se segura. A luta se segue até que ela pará de se debater, ficando apenas com um braços fora da água, preso a margem do espelho.
Voz do contador de história - E na ultima tentativa de salva-la, O jovem peixe boto nadou e saltou para fora da água girando no ar, na esperança de volta a ser humano e puxa-la de dentro da água do espelho, mas o seu encanto estava quebrado, e o jovem peixe ficou se debatendo no seco, tentando ir em direção ao braço de Uau-lú. Aos pouco também foi perdendo as forças, até que parou de se debater.
(Musica suave surgindo aos pouco). As nuvens cobrem a luz da lua.(Ambiente escuro) Relâmpagos mostra flashes de cena dos dois na escuridão da noite. Som de chuva caindo. As luzes dos relampagos aos pouco vão ficando espassados (musica suave aumenta. Cessam os trovões. Um relâmpago forte ilumina o ambiente. O cenário está vazio. as nuvens passam. A luz da lua volta iluminar o ambiente.(Som de algo se movimentando nas águas). A luz da lua mostra o cenário vazio.

Música :
"São mistérios do rio
São mistérios das águas
São histórias de amor
Há muito tempo contadas"



FINAL

ESSE TEXTO AINDA PODE SOFRER ALTERAÇÕES.