O encantado - Na certa você está encantada por algum jovem de nossa tribo, é por isso que você e ela estão aqui. Só as encantadas encontram esse caminho e conseguem entrar nesse lugar sagrado.
A amiga - Você está querendo dizer que estou encantada! Ah! essa é boa!
O encantado - És capaz de negar!?
A amiga - Deixa pra lá! O que me interessa é saber o que está acontecendo com a princesa. Pois me sinto responsavel por ela.
O encantado - Ela vai se encontrar alguém por quem ela se encantou, realizar esse sonho de forma plena.
A amiga - E com certeza voce deve fazer parte disso!
O encantado - Há detalhes que não convem fala no momento. Mas fique calma! E vamos vê as coisas interessantes acontecem com as encantadas por aqui! Veja! Cada peça de tecido funciona como um arquivo de sentimentos, e ela vai abri-los com as vibrações dos desejos que a trouxeram aqui, alguns dos seus desejos também podem está presente ai nas imagens que vão ser produzidas por ela, Uau-lú.
A amiga – Você está brincando!
O encantado - Não estou! Cada peça de roupa acionam imagens intimas de lembranças solitárias fantasiosas. Vamos vê o que as peças intimas de vossa princesa nos revelam.
A amiga - Eu não acredito no que estou ouvindo. Você parece se diverti com isso!
O encantado - (sorrindo)Faz Parte dos nossos exercicios sagrados.
A amiga - Exercicios sagrados!? Eu acho que isso tem outro nome!
A jovem princesa estende a mão pega uma peça de roupa transparentes e acaricia.
O encantado – Vamos ver porque ela escolheu esta peça.
A Amiga – Você acha isso certo?
O encantado – Do que estais falando?
A amiga - Entrar assim na intimidade das pessoas sem permissão?
O encantado – E o que você acha que fizeram quando entraram sem aviso nesse santuário?
A amiga - Mas o mundo não vai acabar por causa disso!
O encantado - Claro que não! Mas voces estão no berço dos encantados. É aqui que exercitamos e aperfeiçoamos a resistência aos poderes de seduções femeninas; estudamos as sutilizas e os artifícios das fêmeas de tua tribo. E nada melhor do que te-las de corpo presente para exercitar essa resitencia.
Na superfície do espelho, a princesa Uau-mari sorri, e dirigi-se a alguém que está invisível aos olhos do jovem líder e da nativa Uau-lú.
A princesa - (movimentando sensualmente) Estou curiosa para vê, o que te lembra essa sedosa peça do meu vestuário, encantado!
A amiga - Nossa!!!
O encantado – (Se dirigindo a Uau-lú) Aqui qualquer peça de roupa; qualquer fio de cabelo que é banhado pelas as águas da vertente dos sonhos, refletem o que existe de mais sensual na fonte de onde veio a peça. É assim que o espelho nos revela os primores femininos que existem na tua tribo, é assim que selecionamos esses primores e depois buscamos nos relacionar com eles.
A amiga – Nossa! Vou tomar cuidado quando for lavar roupas no rio!
O encantado –(Sorrindo)E quando estiver tomando banho também. Principalmente se tiver Boto nadando por perto. Mas no seu caso, (SORRINDO) eu diria que é um pouco tarde para tomar tal providência. Mas, vamos ver a nossa princesa!
Na superfície do espelho são projetadas as imagens produzidas pelas lembranças da princesa.
'É noite de luar, o jovem encantado sai do leito do riacho e vai sentar no barranco para observa os raios refletindo no rio. Escuta-se um som de festa ao longe. É acesa uma lamparina na casa de Uau-mari, que fica do outro lado do riacho. Aparece a sombra da princesa se movimentando dentro de casa. O jovem olhar com atenção. Pelos movimentos da sinhueta na parede da pra ver que ela estás trocando de roupa. Ela veste um vestido curtíssimo( a peça que ela acariciava) dá para ver os contornos de suas generosas curvas femininas'.
A amiga - (Suspira) huum! Que coisa interessante! Imagino o que se passa na tua cabeça nessa hora. Sou capaz de adivinhar os teus pensamentos!
O encantado - O que te dá essa certeza ?
A amiga - É o que chamam de Intuição feminina, majestoso.
Uau-mari anda pelo quarto. Em seguida desaparece e ressurgi na porta atrás da casa, deixando a vista suas generosas curvas atraves do tecido transparente. Ela pega algumas coisas para lavar, e fica por ali cantando e se movimentando a luz do luar, expondo a beleza escultural sedutora do seu corpo. Uau-lú sorri:
A amiga - Puxa! Esse espelho é muito interessante.
O encantado - Você ainda não viu nada.
A amiga - (Virando se para o encantado e sorrindo) Acho que agora estou entendendo o que nossa princesa quis dizer, quando disse que vocês não são invulnerável aos nossos encantos fora do periodo sagrado.
O encantado – Não se precipite!
A amiga – Não estou me precipitando. Por um acaso, tu és capaz de negar que te sentes atraído por ela?
O encantado – Atraído como?
A amiga - Vocês não resitem ver uma mulher assim, encantado! E vestida nesses trajes, duvido que se não passa por tua cabeça ter as essas maravilhosas curvas em teus braços! ter tuas mãos afagando as suas torneadas e carnudas coxas; os seus belos seios; os relevos pomposo e recheado dos seus quadris?
O encantado - Estais fantasiando! minha querida encantada?
A amiga - Não mude de assunto. Vais negar isso? Se negas, não és tão masculo como imagino!
O encantado - Como negar a atração que exerce a beleza, Uau-lú!? Nem os deuses do Olímpo fariam tal coisa. Não existe nada nesse mundo a qual eu possa compara a beleza sedutora de vossa belissima princesa. (sorrindo olhando pra ela) A não ser a você.
A amiga – Veja lá o que estais insinuando!
O encantado – Não é nada demais Uau-lú. Tu és o luar da noite mais bela que já vi. E ver a princesa vestida assim, não quer dizer que tenho necessariamente que deseja-la. Mas não posso negar que é atraente, e eu a admiro, assim como admiro as flores que desabrocham bocejando o frescor de seus hálitos nas margem do rio; fluindo apaziguadora como as deleitosas energias aromática de tua presença.
A amiga - Estais me cortejando!
O encantado - Posso traduzir isso de forma bem simples, se quiseres!!
A amiga - (tom irônico sorrindo) Estou curiosa para saber!
O encantado - São lindas tuas faces entre os fios de teus cabelos. És uma dádiva divina em meu caminho, Uau-lú. Te senti assim pertinho, é como um óleo de refinadas fragrâncias que se despeja no meu ser; é como uma poção mágica me elevando ao um paraíso de sonhos; uma sinfonia de anjos harmonizando as águas do meu espelho, princesa.
A amiga - Estais inspirado, majestoso! Mas eu não sou princesa!
O encantado - És muito mais que isso, Uau-lú. És a mais doce entre todas as nativas que conheço!
A amiga - (sorrindo)O que me faz merecedora de tamanho carinho?
O encantado - Não sei se você sabe. Mas eu coleciono flores e também sou um bom colhedor de frutas. E tu és a fruta mais apetitosa convidativa que já vi. E como todo bom colhedor de frutas, eu sei que existe o momento certo para fazer a colheita.(Aproximando o seu rosto ao dela) É prazeroso espera que a fruta chegue ao explendor de sua doçura, para colhe-la e depois saborea-la vagarosamente, apreciando cada pedacinho de seus gumos adocicando os lábios nas suas suculentas formas.
A amiga - (Afastando-se)Continuas usando os teus maravilhosos artifícios para fugir do que quero saber. Estais me assediando com tuas ousadas comparações poéticas.
O encantado – (Aproximando-se dela)És uma macieira entre as árvores, Uau-lú. Não há como negar isso. As flores sabem que desejo apaixonadamente a tua sombra; os frutos dos teus beijo para adocicando minha alma; quero te sentir desfalecer em meus braços, como o sol ao entardecer, chamando as estrelas para ninar nossos sonos.
A amiga – (Desviando o olhar dele. Virando-se na direção da princesa)Olhe pra ela!
O encantado - (falando ao seu ouvido) Por que tenho que olhar para ela?
A amiga - Estais me deixando incabulada com esses teus cortejos.
O encantado - Por que não olhas diretamente pra mim! E usa essa tua intuição femenina para vê o que quero de te!
A amiga - Olha para princesa que vais tirar essas bobagens da tua cabeça.
O encantado - Olhe bem pra mim!
A amiga - (Afastando)Eu sei porque está evitando olha para a princesa.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
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